‘Poranduba Amazonense’ é o título da primeira exposição de artes visuais da Galeria de Arte da Valer Teatro. A mostra coletiva com obras de artistas indígenas inaugura neste sábado, 21 de dezembro, às 10h, no espaço multicultural do Largo São Sebastião, com curadoria e produção da Manaus Amazônia Galeria de Arte, sob a responsabilidade do galerista Carlysson Sena. Logo depois, às 11h, no espaço da Livraria Valer, haverá também o lançamento da obra infantil “Sol e Chuva”, do escritor e ilustrador amazonense Rodrigo Abrahim.
Para a coordenadora editorial da Valer, professora doutora em Filosofia, Neiza Teixeira, a Galeria de Arte da Valer Teatro veio para somar na divulgação de artistas amazonenses e indígenas.
“Para a galeria da Valer Teatro”, é de extrema importância ter na sua exposição inaugural obras de artistas indígenas. Os que estão expondo já tem reconhecimento nacional e até internacional, mas não é somente isso que é importante, pois valem mesmo pelo que representam nas suas telas, marchetaria e outros suportes: a cultura dos seus povos, que é uma contribuição para o pensamento ocidental, ressaltou Neiza.
Exposição
Com 15 metros de área expositiva, a mostra traz 30 obras de arte produzidas por oito artistas indígenas amazonenses. São eles Duhigó e Yúpury, do Povo Tukano, Dhiani Pa’saro, do Povo Wanano, Jaime Diakara e Paulo Dessana, do Povo Dessano, Sãnipã, do Povo Apurinã, Wira Tini, do Povo Kokama e Kuenan Ticuna, do Povo Tikuna.
“Poranduba, entre outros significados, quer dizer 'histórias fantásticas', como destaca o autor do livro Poranduba amazonense ou Kochima-uara Poranduba, João Barbosa Rodrigues (1842-1909), obra que está na 2.ª edição, editada pela Valer e que inspirou a nossa mostra. São quadros de diferentes técnicas, da pintura à gravura, que revelam visões dos saberes e da contemporaneidade desses artistas amazonenses”, afirmou Carlysson Sena.
Lançamento
Logo após a abertura da mostra, às 11h, no espaço em frente à Livraria Valer, acontece o lançamento do livro Sol e Chuva (Valer), do escritor e artista visual Rodrigo Abrahim.
A obra Sol e Chuva é uma ode às diferenças e veio em aquarela para mostrar, por meio do reforço das cores, que elas são nada mais nada menos que diferentes. Sol e Chuva metaforiza fenômenos que somente são bons ou ruins em decorrência da atribuição de sensibilidades. Nada mais que um ponto de vista.
Abrahim espera que Sol e Chuva desperte a atenção de pais e professores que vislumbram um outro mundo, no qual as diferenças entre pessoas e suas culturas sejam respeitadas, e não sirvam como motivos de intolerância.
“Tudo tem um lado bom. Não é porque você não gosta de pessoas ou coisas que elas não tenham um lado bom. Então, você pode aproveitar a vida do jeito que ela está agora. Os inversos não são bons ou ruins, eles só são inversos”, afirma.
Autor solo de sete livros infantojuvenis e mais de quarenta ilustrados, Abrahim, amazonense de Manaus, começou a sua carreira no birô da Editora Valer, em 2005, e depois migrou para São Paulo, onde publicou na Cortez, na Elementar e na Global, com a aplicação de diferentes técnicas de pintura.
Ele explica que os traços sempre são definidos conforme a carga subjetiva das narrativas, para que o leitor(a) acrescente a terceira camada da obra, que é a interpretação, a reflexão e o prazer pela leitura.
“As duas camadas – leitura textual e leitura imagética – por si só não têm impacto que tem a camada gerada pela união delas. Essa terceira camada, na literatura infantil, é a que me move mais, que mais me interessa. Se a imagem completa o texto e o texto a completa, a imagem, a compreensão e a interpretação será produto final, que dependem do leitor”, acrescentou.
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