O ‘Escambo Rede Parente’ chega a Manaus neste fim de semana, com uma programação gratuita composta de espetáculos, oficinas e mesas públicas em espaços como Parque dos Bilhares, Palácio da Justiça, Teatro da Instalação e Sala Selma Bustamante, na Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (Esat/UEA). As atividades acontecem todos os sábados e domingos de abril.
O projeto começou em Belém, no mês de março, com acolhimento do Grupo Usina, e, em Manaus, tem como anfitriões Francisco Rider, Ly Skant & Koia. Em maio, o projeto de intercâmbio segue para Campo Grande, com a companhia Fulano Di Tal, e, em junho, desembarca em São Paulo, com a Cia Cisco.
“São quatro coletivos de três regiões brasileiras que se encontram e trocam suas cestas de produtos artísticos e vivenciais, com espetáculos, oficinas e mesas públicas numa interlocução absolutamente fundamental”, define Edgar Castro, um dos idealizadores do projeto.
A iniciativa da Cia Cisco, de São Paulo, liderada por Edgar Castro e Donizeti Mazonas, foi contemplada pela Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz e tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Universidade do Estado do Amazonas, Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Prefeitura de Manaus, Federação de Teatro do Amazonas (Fetam), Rede das Artes Programa de Difusão Nacional e Ministério da Cultura – Governo Federal Brasil União e Reconstrução.
Estreia
A estreia do projeto na capital amazonense, neste sábado e domingo (05 e 06/04), traz Francisco Rider, Ly Skant e Koia, de Manaus, com o espetáculo premiado “Huma/”, às 16h, no Parque dos Bilhares, localizado na Constantino Nery.
A obra tem várias metáforas, a começar pelo título, que contém um sinal gráfico. Segundo Francisco Rider, a barra utilizada no título da peça se refere à barra e aos desafios existenciais que a personagem vivencia nesse ‘mundo-peste’, é também um corte dramático na palavra humanidade.
“’Huma/’ é uma peça na qual uma mulher isolada vive em um ‘mundo-peste’, mas não só biológico, acima de tudo o da política da morte que nos devora cotidianamente. ’Mundo-peste’ é uma metáfora para todas as formas de violências, agressões, preconceitos e fobias contra corpos ‘indesejados’ pelos padrões normativos”, afirma Francisco Rider. “Um dia, Huma decide romper com esse enclausuramento e vai para a rua, se deparando com os vírus invisíveis da peste. Então, como uma mulher-cidadã, que cresceu na ditadura civil-militar, no período de 1964 a 1984, ela se manifesta”.
O espetáculo foi premiado no 18º Festival de Teatro da Amazônia, em 2024, com “Melhor Direção” e “Melhor Dramaturgia” para Francisco Rider; indicado à Melhor Atriz com Ly Skant; e “Melhor Cenário” para Ly Skant, Francisco Rider e Koia.
Após a apresentação, às 17h, acontece a mesa pública com o tema “Corpocidade/Dinâmicas em Via Dupla”.
No domingo, das 9h30 às 12h30, tem a oficina “Corpo Cidade Performance: Como a Pessoa-Cidadã se Relaciona com a Sua Cidade”, no Palácio da Justiça, na avenida Eduardo Ribeiro, 901, Centro.
Programação
Nos dias 12 e 13 de abril, às 18h, o Largo de São Sebastião, no centro histórico de Manaus, vai ser o cenário da peça “A Fabulosa História do Guri-Árvore”, da companhia Fulano Di Tal, do Mato Grosso do Sul. Ainda no dia 12, tem a oficina “Lugar de Ser Bocó – Criando Histórias com Objetos do Nosso Quintal”, das 10h às 12h, no Palácio da Justiça.
Já no dia 13, das 10h às 12h, o Palácio da Justiça recebe a mesa pública “O Teatro Popular A Partir da Estética Poética de Manoel Barros”.
Nos dias 19 e 20 deste mês, às 20h, vai ser a vez da Cia. Cisco, de São Paulo, com o espetáculo “Com os Bolsos Cheios de Pão”, no palco do Teatro da Instalação, na rua Frei José dos Inocentes, no Centro.
No dia 20, o Teatro da Instalação recebe o público para a oficina “A Escuta do Corpo”, das 10h às 14h, e a mesa pública “O Trabalho do Intérprete Teatral como Ofício”, às 17h.
Para encerrar a programação, no dia 26 e 27 de abril, às 20h, tem o Grupo Usina, de Belém, com a montagem “Momo – Um Ato Poético para Testemunhas”, na Sala Selma Bustamante, na Escola Superior de Artes e Turismo, na avenida Leonardo Malcher, 1728, Praça 14.
No dia 26, das 10h às 13h, tem a oficina “A Carne da Palavra”, no Palácio da Justiça. No domingo, dia 27, das 10h às 12h, o espaço recebe a mesa pública “Pachiculimba, uma Encenação Contra-Hegemônica”.
As inscrições para as oficinas estão disponíveis no perfil do projeto no Instagram (@projetoescamboredeparente).
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